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Antes tarde do que nunca

2 dez

Depois de morar seis meses sozinha no Recreio, repensei minha decisão e voltei para a boa e velha casa do meu pai. E antes que me atirem pedras, por favor, me permitam explicar.

Apesar de curtir o momento único que vivi, de muita liberdade e independência, percebi que o preço disso é muito alto. E não falo apenas das contas e do aluguel, mas também das responsabilidades e das mudanças de hábitos que essa nova vida exigiu de mim. Desde que me entendo por gente, ouço meu pai dizer que toda casa possui uma espécie de engrenagem que só funciona com a colaboração dos membros da família. E só agora – é vergonhoso, eu sei, mas antes tarde do que nunca – percebi isso. Realmente as coisas não acontecem magicamente à nossa volta. As roupas sujas não vão parar no cesto por telepatia. As prateleiras do quarto não nascem coladas na parede. O banheiro infelizmente ainda não possui tecnologia autolimpante e a carne não se descongela sozinha te esperando para o jantar.

E por falar em jantar, nessa aventura solitária a Magalice conseguiu se virar muito bem no comando do fogão. Como resultado, vocês terão o prazer de ver aqui no blog muitas receitas caseiras, super práticas, para salvar os seus dias.

O que posso ainda dizer é que morar sozinha foi uma ótima experiência. Mas, por enquanto, o melhor mesmo é ficar bem perto da minha família. Se você, no entanto, julga ter condições para isso, não tenha medo de se arriscar. Ótimas surpresas esperam por você.

Beijokas e pipokas,

Magalice

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Um lugarzinho no meio do nada

7 abr

Voltei às minhas andanças em busca de um novo lugar para morar. É, eu sei que essa história pode acabar em pizza, mas juro que se encontrar algo pelo qual me apaixone absurdamente, terei coragem de sair da casa do papai. (Mas só por um tempo, é claro…)

Hoje fui visitar um sítio em Vargem Grande. O ponto final do ônibus 707, que era no terminal rodoviário Alvorada,  agora fica em frente ao Downtown. Fiquei feliz, saltitante e empolgadíssima. As energias estavam muito-mais-que-concentradas no local: até o busão mudou seu curso!

O início da “viagem” foi meio chato. Não gosto dessa selva de pedra que é a Barra da Tijuca. Tudo é tão artificial, que me sinto presa em uma gigantesca maquete de isopor. Tanta perfeição me deixa em agonia. Só fiquei total em paz quando o busão adentrou uma estrada linda, repleta de verde e cheiro de mato. Como não sou nem um pouquinho influenciável, logo pensei “o meu lugar é aqui”. Passados vinte minutos, o que era lindo já havia se transformado num matagal. A paisagem era a mesma, mas o meu olhar…

Gente, para chegar no tal sítio, eu precisava seguir até o ponto final do bus, virar numa rua, depois em outra e caminhar uns 400 metros. E, embora nem tenha muita noção de “quilometragem”, achei que era demais para as minhas pernocas. Vejam só que coisa vergonhosa: assim que passou aquele complexo da Record, eu desci do bus, atravassei a rua e esperei outro para voltar! (risos²)

Ah, gente, por favor! Já tinha passado uma hora e vinte minutos e o sítio não chegava nunca. É, desisti, eu confesso! Mas também devo dizer que amei o lugar, especialmente pela simplicidade das pessoas que vivem ali. É como uma cidade do interior onde todo mundo se conhece. Há muita gente pobre mas, creio, feliz. No ônibus, tinha uma senhorinha *foufa* levando uma galinha para servir no jantar, segundo a própria me contou. Dá pra acreditar? Muito cute cute! É uma pena ser um lugar tão distante do meu dia-a-dia, que se resume ao percurso GáveaBarra. De hoje em diante, sempre que ouvir (e cantar, é claro) aquela musiquinha “Era uma vez”, cantada pela dupla Sandy e Jr, vou me lembrar de Vargem Grande. Para sempre, no coração.

Ps.: Era uma vez um lugarzinho no meio do nada, com sabor de chocolate e cheiro de terra molhada…

Beijokas e pipokas!